30 CIDADES GAÚCHAS DEVEM VOLTAR A SER DISTRITOS APÓS DECISÃO DO STF.

09/10/2021

03:54:57 PM

Geral

O supremo tribunal federal (STF), em Brasília, declarou inconstitucionais três leis estaduais que permitiram a emancipação de 30 municípios no Rio Grande do Sul. Assim, as cidades devem voltar a ser distritos, segundo a decisão.O STF entendeu que os municípios não cumpriam todo o regramento. A sessão que avaliou o caso ocorreu no dia 3 deste mês, mas a publicação da decisão ocorreu na quarta-feira (.As cidades, de acordo com a Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), são estas:Municípios que devem voltar a ser distritosAceguáAlmirante Tamandaré da SilvaArroio do PadreBoa Vista do CadeadoBoa Vista do IncraBozanoCanudos do ValeCapão Bonito do SulCapão do CipóCoqueiro BaixoCoronel PilarCruzaltenseForquetinhaItatiJacuizinhoLagoa Bonita do SulMato QueimadoNovo XinguPaulo BentoPedras AltasPinhal da SerraPinto BandeiraQuatro IrmãosRoladorSanta Cecília do SulSanta Margarida do SulSão José do SulSão Pedro das MissõesTio HugoWestfáliaAinda não há previsão de quando vão começar os processos de desemancipação e de como eles ocorrerão. O processo, movido pela Procuradoria Geral da República (PGR), é a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4711, que tramita desde 2012 no STF. São contestadas as leis estaduais 10.790, de 1996, 9.070 e 9.089, as duas de 1990, que davam independência aos municípios. Segundo o STF:“É inconstitucional lei estadual que permita a criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios sem a adição prévia das leis federais previstas no art. 18, inciso 4, da constituição federal de 1988, com redação dada pela emenda constitucional 15/1996”.Para que um município seja criado, é necessário:População estimada não inferior a 5 mil habitantes ou eleitorado não inferior a 1,8 mil eleitores;Mínimo de 150 casas ou prédios em núcleo urbano já constituído ou de 250 casas ou prédios no conjunto de núcleos urbanos situados na área emancipada;Estudos de viabilidade municipal que observarão, dentre outros aspectos, a preservação da continuidade e da unidade histórico-cultural do meio ambiente urbano;Não será criado município se a medida implicar, para o município de origem, a perda de requisitos exigidos na lei; a descontinuidade territorial; a quebra da continuidade e da unidade histórico-cultural do ambiente urbano; a perda, pelos municípios que lhe deram origem, de mais de 50% da arrecadação de tributos e de outras receitas;Na avaliação dos estudos de viabilidade municipal, serão observados: o padrão de crescimento demográfico da área emancipada nas duas últimas décadas intercensitárias e a existência, além de escola de Ensino Fundamental completo, de, no mínimo, um dos seguintes equipamentos públicos: abastecimento de água, sistemas de esgotos sanitários, rede de iluminação pública, posto de saúde, posto policial, civil ou militar.


FONTE: G1

FOTO: DORIVAN MARINHO/SCO/STF

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